Muga es Muga – Baco & Cia. Folha PE

Muga es Muga

Quem é amante do vinho e em particular desta famosa vinícola espanhola conhece essa expressão. Quem sabe, tal como eu, achasse que era jogada de marketing criada pela própria Muga. Ledo engano, amigo. Vou lhe expor os fatos. Semana passada, em Recife, aconteceu uma degustação de vinhos desta vinícola, com a presença do seu sócio e diretor, Juan Muga. Sob a organização dos Dias, da Casa dos Frios e do Restaurante Licínio, onde se deu o evento. Como era de se esperar, em dado momento um dos presentes vociferou: Muga es Muga! Aí, questionado sobre a origem e o propósito desta expressão, o Juan revelou: seu criador foi Licínio, nosso saudoso e querido Neno. Que um belo dia, em rompante de felicidade por estar bebendo vinhos da Bodega – você sabe, assim se denominam as vinícolas na Espanha – se manifestou com essa frase. Que ficou incorporada ao nosso mundo muganífico! O que requer outra explicação. Fiz a primeira visita à Bodega durante o carnaval de 2010. Na volta escrevi aqui nesse espaço um artigo que intitulei “Muganífica da Espanha”, usando esse misto de corruptela e trocadilho, de minha autoria. Aliás, que até hoje ninguém achou a menor graça! Ou reverberou. Diferentemente da expressão de Neno. Competência publicitária não se discute, amigo. Murilo, vai cuidar de medicina! Posteriormente, motivado por uma data comemorativa especial, visitei novamente e escrevi sobre Bodegas Muga. Nesses dois artigos, discorri sobre a excelente estrutura física e organizacional da empresa, o que não vou repetir agora. Se tiver curiosidade, acesse (aqui).

Três artigos sobre uma única vinícola?! Se eu fosse da área política, a essas alturas você estaria pensando: tem “toco” aí! Aliás, não só políticos, que há outras profissões entrando fundo na tal da “comissão”. Cala-te boca, Murilo!. Não, leitor, não há qualquer interesse envolvido. É fruto mesmo do misto de oportunidade e excelência. Então falemos desta oportunidade, o jantar degustação. Sim, além dos vinhos, fomos servidos pelo Santa Catarinense Allyson Müller, premiado chef e proprietário de três restaurantes: Rosso, Artusi e El Señor. Comida de alto nível, que agradou a todos. Melhor ainda quando harmonizada com os vinhos degustados. Começando pelo Muga branco 2019, com seu ótimo frescor, seguido pelo Muga reserva 2017, tinto de ótima relação qualidade preço. Depois vieram os vinhos top de linha da Bodega: Prado Enea Gran reserva 2011 e Aro 2015, ambos merecedores de 96 pontos do Robert Parker. Tintos muito densos, complexos, saborosos e persistentes, capazes de se manter em garrafa por muitos anos. A prova disso nos foi apresentada naquela noite, em que o Juan, gentilmente, abriu uma garrafa do Prado Enea 1970, segunda safra da história desse vinho. Aos 52 anos, continuava vivo!! Para fechar, falo de novidades na LD Importadora. No meu artigo de 2018 fiz menção a um rosado que me foi dado a degustar lá na Bodega, o Flor de Muga. Elogiei e “cobrei” dos Dias a importação desse que foi um dos três melhores rosés da minha vida. Demoraram um pouquinho, mas neste mês de março importaram o vinho. Para compensar a demora, trouxeram junto o branco da mesma linha. Comprei e ainda não o provei. Mas se for no nível do rosé, humm. Só há um pequeno defeito: o preço um tanto salgado. Mas, dizem que tudo que é bom, é caro. O que me deixa em depressão, pois me acham “barato”! Na profissão médica, claro! Dito isso, acho melhor concluir e correr para um terapeuta. Tim, tim, brinde à vida.

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